O cheque digital não paga a mercadoria — paga a nota.
Proposta conceitual de um instrumento de pagamento brasileiro com liquidação condicionada ao documento fiscal: dinheiro e nota fiscal vivem e morrem juntos. Nota emitida, cheque compensa; nota cancelada, cheque reverte. Sem nota, sem cheque, sem crime.
📄 Leia o white paper completo →
Um "cheque" emitido no app do banco vira QR code. O lojista só recebe se vincular uma NF-e válida, do mesmo valor e do CNPJ da conta recebedora. O prazo de compensação é elástico (instantâneo a D+5) conforme o risco — e o lojista vê o prazo antes de aceitar. Tudo fica registrado permanentemente num módulo do Registrato do BACEN: cheque + nota + finalidade em 255 caracteres.
Em volta desse núcleo, o sistema empilha:
- Crédito: pré-datado renasce com aval bancário (recebível de risco ~zero, desconto ~CDI) e parcelado quase gratuito com caução em CDB;
- Antifraude: fricção proporcional ao risco, viagem impossível, e o prazo como airbag contra o golpe e o sequestro-relâmpago;
- Seguro: proteção ao lojista condicionada ao protocolo (o MED com dentes);
- Fisco: cada transação no trilho é impossível de sonegar — base larga que financia alíquotas baixas.
Nenhum componente é ficção: Pix, Drex, split payment, MED, Registrato, Banricompras e registradoras de recebíveis já existem em produção. A invenção é a composição.
Rascunho aberto (v0.1) para discussão. Números são ordens de grandeza, não estimativas auditadas. Não é aconselhamento jurídico, financeiro ou tributário.
Achou um furo? Abra uma issue — o sistema foi desenhado exatamente para que os furos não paguem. Críticas, forks e PRs são bem-vindos.
CC BY 4.0 — copie, adapte e redistribua à vontade, com atribuição.